Apagando as chamas absurdas do inferno!

O INFERNO EXISTE MESMO?

APAGANDO AS CHAMAS ABSURDAS DO INFERNOinferno

Desde há muito tempo, o ensino a respeito do Inferno de fogo vem sendo um dos principais dogmas das religiões da Cristandade. Passou da Igreja católica para os protestantes e inspirou a prática horrenda de se queimar vivos, em praças públicas, supostos pecadores ou hereges durante a idade média.

Convido a todo aquele de mente aberta para uma análise minuciosa a respeito desta doutrina ensinada a milhões de pessoas no mundo todo – Boa pesquisa!!!

Usaremos, para o tema, além da versão João Ferreira de Almeida com referências (1989), a Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas, também com referências.

Além destas duas versões usaremos também, quando se fizer necessário, compêndios publicados pela Sociedade Torre de Vigia, principalmente no que se refere à história secular e, claro, com referências comprovadas de livros reconhecidos mundialmente tais como a Enciclopédia Americana, Britânica, Enciclopédia Católica e registros de eruditos, mestres do grego, hebraico, aramaico, etc.

Compêndios que utilizaremos: O livro “Raciocínios à base das Escrituras” de 1985 e o dicionário “Estudo Perspicaz das Escrituras”. Este último tem a seguinte referência:

“É o mais completo dicionário bíblico publicado no Brasil. Existem obras semelhantes assinadas por teólogos católicos e evangélicos, todas com dimensões modestas perto das 2.500 páginas e mais de 4.000 verbetes do dicionário das Testemunhas de Jeová. O livro traz até raízes etimológicas das palavras citadas na Bíblia, numa leitura instigante para qualquer cristão ou estudioso das Escrituras. O dicionário foi escrito a partir de uma pesquisa histórica singular, em que os simbolismos são explicados estritamente a partir de registros bíblicos. As Testemunhas de Jeová se recusam a interpretar as Escrituras como fazem teólogos católicos e evangélicos. É isso que faz do dicionário uma rica obra de referência” (Revista Veja, 26 de agosto de 1992)

No entanto será destacada a versão JOÃO FERREIRA DE ALMEIDA usada paralelamente à esses compêndios, para não dizerem que algo foi mudado, tendencioso ou coisa assim.

Havemos de convir que diante de evidências não há argumentos, certo ? E quando pesquisamos algo movidos pela humildade e pela ânsia do esclarecimento da verdade, o orgulho, principal oponente da coerência e da sensatez, se anula e chegamos à pura compreensão do conhecimento exato. (Provérbios 16: 18; João 8: 32)

“Segundo o costume de Paulo, ele entrou, indo ter com eles, e…raciocinou com eles à base das Escrituras, explicando e provando com referências que era necessário que o Cristo sofresse e fosse levantado dentre os mortos.” (Atos 17: 2, 3)   

Serão considerados textos referentes ao significado da palavra “Inferno”, e usados por muitos para sustentação doutrinal.

Raciocinando:

Sempre quando se vem à tona este assunto poderíamos imaginar duas situações:

1º Um fósforo aceso no dedo durante alguns segundos e a dor imensa que isto irá causar.

2º A mesma coisa ocorrendo no corpo inteiro durante a eternidade, sem descanso…

Ou nos perguntamos se seria justo que um pai humano castigasse com terríveis dores seu filho pelo resto de sua vida, apenas porque este cometeu alguma falha. E, digamos que esta falha fosse algo imperdoável  –  seria razoável também que o pai mandasse queimá-lo vivo ?

Pois, se um mero pecador em estado lúcido jamais faria tal coisa, o que diremos de Deus ?

Imaginemos também Deus criando o inferno logo após o pecado de Adão, (ou até antes, como pensam muitos que crêem que Deus prevê tudo mesmo sem querer), sabendo Ele que bilhões de seres humanos descendentes iriam sofrer o tormento infindável. 

Queimar bilhões para salvar alguns milhões ? Um tanto sádico não acha ? (Mateus 7: 13, 14)

Certamente, se este fosse o caso, não haveria argumento para aquilo que muitos dizem por aí: “Não pedi pra nascer”

De fato, a existência de um lugar tão temível faria com que muitos raciocinassem; 

 “Que me importa o céu com suas bem-aventuranças contanto que eu escape das chamas eternas ?” 

Mas, se no caso, o castigo mencionado na Bíblia se refere à destruição eterna ou morte eterna, há a opção de se escolher entre viver ou morrer diante das justas normas de Deus, o que, convenhamos, parece ser bem mais razoável, não concorda ? (Romanos 6: 23) 

Um último ponto pessoal a considerar: Digamos que tenhamos alcançado a salvação e ido por fim ao céu para desfrutar as gloriosas bençãos e felicidade durante a eternidade.

Mas, digamos também, que alguns de nossos entes queridos tenham ido ao inferno, devido a uma não-conversão.

Surge uma pergunta: Como poderíamos permanecer felizes no céu durante a eternidade, estando cientes de que, ao mesmo tempo, pessoas tão amadas estariam em chamas, com dores horríveis, sem descanso e sem perdão, juntamente com mais alguns bilhões de pobres almas infelizes, apenas por não terem se adequado às leis de Deus durante o curto período de tempo em que viveram na Terra ? 

Poderá existir felicidade enquanto houver infelicidade no Universo ? Deus se sentirá satisfeito com a situação eterna dos pecadores apenas por eles terem sido impenitentes, repetindo, durante suas curtas experiências na Terra ? 

Se Deus não se agrada nem mesmo da morte dos iníquos, imagine o sofrimento eterno ? (Ezequiel 33:11)

E, se Deus apagar nossas memórias para que não saibamos deste horror, não estará ele nos enganando, escondendo (talvez por vergonha) o ódio eterno que certamente contradiz o texto que diz que Deus é amor ? (João 4: 8) E a si mesmo, poderá enganar ?

Mas, se o caso agora se referir a não existência de tal lugar de tormentos ? Então a felicidade será tão plena que não haverá motivos para se ficar lembrando do sofrimento da humanidade durante o período de imperfeição, que é o qual vivemos agora. (Isaías 65: 17)

Boate Kiss

Boite Kiss: Será mesmo que muitas das pessoas que morreram aqui, continuam agora sendo queimadas ou torturadas pelo resto da eternidade???

E se Deus te perguntasse: “Filho meu, qual a sua opinião ao meu repeito; acha que, diante do que aprendeu de mim na Bíblia, eu seria capaz de atormentar pecadores para sempre ou não ?”

Sinceramente, você responderia o quê a Deus ? Afirmaria prontamente que o que aprendeu dele é que ele teria a personalidade condizente para fazer tal ? 

Reflita sobre tudo isso e depois ore a Deus pedindo orientação a respeito desta doutrina… 

Bem, vamos então a algumas palavras e seus significados pertinentes ao tema em questão: 

INFERNO – Palavras-chave relacionadas e seus significados:

Inferno; do latim, inferior  =  Sepultura, Seol ou Sheol, no hebraico, Hades no grego e Geena.

Sepultura =  Inferno, cova, região dos mortos, mundo invisível, abismo, Seol ou Sheol no hebraico e Hades no grego .

Geenado hebraico, Geh hin-nóm. e Ge-enna (grego) = Refere-se ao Vale de Hinom.

Fogo = Usado, literalmente, para a destruição de lugares e pessoas na Terra e ou como símbolo da destruição eterna e ou ira Divina.

Perdição = Destruição, Abbadom (grego), cova

Tormento  = Encarceramento, inatividade

Obs: Todos estes significados serão provados na Bíblia ao passo que consideramos os textos e contextos mediante comparações e referências nas duas versões, Novo Mundo e JFAlmeida.

É de extrema importância que prestemos bastante atenção à pesquisa, não se esquecendo de consultar todos os textos citados.

Abaixo, segue uma relação de textos mais comumente usados por católicos e evangélicos para defender a doutrina do Inferno de fogo:

Deuteronômio 32: 22;  /2Samuel 22: 6;  /Salmo 18: 5;  /Jó 11: 8;  /Salmo 9: 17;  /Salmo 16: 10;  /Salmo 116: 3;  /Provérbios 5: 5;  /Oséias 13: 14;  /Mateus 5: 22;  /Mateus 11: 23;  /Mateus 18: 9;  /Lucas 10: 15;  /Lucas 16: 23;  /2Tessalonissences 2: 4;  /Tiago 3: 6;  /Apocalipse 1: 18;  /Apocalipse 6: 8 e Apocalipse 20; 14. 

A princípio, nosso objetivo é tentar mostrar que, na Bíblia, pelo menos, três palavras significam a mesma coisa: Seol (Sheol), sepultura e inferno.

Conseqüentemente, assim, provar que não há consciência no “inferno”.

INÍCIO DA PESQUISA:

Vamos começar considerando Deuteronômio 32: 22,            que diz o seguinte:

“Porque um fogo se acendeu na minha ira, e arderá até o mais profundo do inferno, e consumirá a terra com a sua novidade, e abrasará os fundamentos dos montes.” (J. F. Almeida)

“Pois, na minha ira acendeu-se um fogo, e ele arderá até o Seol, o lugar mais baixo, e consumirá a terra e a sua produção, e incendiará os alicerces dos montes” (Novo Mundo) 

Em primeiro lugar, notemos através dos contextos, que a sentença estava sendo aplicada à Nação de Israel e não à humanidade como um todo. 

Além disso, será que a terra e os montes literais daquela época estão, até hoje, sendo consumidos no fogo do inferno ?

Bem, vejamos alguns textos relacionados e façamos comparações; primeiro fogo e depois inferno:

Lamentações 2: 1 a 4 Aqui diz que a ira de Deus ardeu como fogo contra Jacó e sua indignação foi derramada como fogo na tenda da filha de Sião. (Almeida)

Salmo 89: 46“…arderá a tua ira como fogo ?” (Almeida)

Salmo 90: 7 “Pois somos consumidos pela tua ira e pelo teu furor somos angustiados” (oração de Moisés) A ira e o furor aqui são evidenciados pelo silêncio da parte de Deus para os que o invocavam; veja o versículo 13 (Almeida)

Isaías 30: 27 Aqui diz que o nome do Senhor vem de longe ardendo na sua ira e que sua língua é como um fogo consumidor. O ponto chave deste simbolismo é a sua indignação.

No versículo 28, fala-se de “peneirar as Nações com peneira de vaidade*A nota ao pé da página da versão Almeida traduz esta palavra por destruição.

Isaías 33: 11 a 14  Sentença a Sião: …”vosso espírito vos devorará como fogoquem dentre nós habitará com o fogo consumidor ? quem dentre nós habitará com as labaredas eternas ? (Almeida)

Note que o fogo consumidor é o mesmo que foi usado como símbolo no versículo 11.

Agora vejamos o significado das labaredas eternas:

Isaías 34: 5 a 11  Aqui diz que a sentença a Edom, também por espada, incluiria até mesmo animais, terras e ribeiros, estes dois últimos elementos queimados por fogo (pez e enxôfre). Note, agora, o que diz o versículo 10sobre esta queima: “Nem de noite nem de dia se apagará; para sempre o seu fumo subirá; de geração em geração será assolada; de século em século ninguém passará por ela” (Almeida)

Ou seja, para sempre. Veja também Deuteronômio 13: 16 (perpétuo). Com boa vontade, notamos claramente que o fogo é usado nas escrituras para simbolizar a destruição eterna, e não tormento eterno. 

Este texto de Isaías também será usado posteriormente para comprovar uma coisa importantíssima relacionada ao assunto.

As sentenças dadas por Jeová às Nações rebeldes, geralmente por espada, até poderiam incluir destruição por fogo literal, como foi no caso de Babilônia, mas isso, em hipótese alguma, demonstra que aquelas pessoas, juntamente, com seus animais, ídolos, casas, plantações, etc, estão sendo queimadas ‘conscientemente’ até o dia de hoje, algo que não faz o menor sentido, concorda ?

Em contraste a isso tudo, vejamos o que Deus pensa a respeito de se torturar pessoas no fogo emDeuteronômio 12: 31, 32 e Jeremias 32: 35

Outros textos para consideração: Números 11: 33;  12: 9;  25: 11;  2Crônicas 33: 6;  2Samuel 22: 8 a 13;  Salmos 18: 7, 8, 12;  Salmo104; 4 e Provérbios 26: 21. (confira)

Voltamos a insistir; confira todos os textos na sua Bíblia, pois é muito importante.

Iremos chegar ao significado da palavra Inferno, mas antes vamos considerar rapidamente três textos relacionados entre si, citados na lista da Cristandade;

2Samuel 22: 6;  Salmos 18: 5  e  Salmos 116: 3

Palavras encontradas nestes textos:

Cordas do inferno;  laços da morte  e  angustias do inferno na versão Almeida.

Cordas do Seol;  laços da morte  e  circunstâncias aflitivas do Seol na versão Novo Mundo.

Davi, referindo-se a um tempo em que a morte violenta parecia iminente e, parecia certo que o Seol(inferno) o aguardava, disse que ‘cercaram me as cordas da morte’ e ‘rodearam-me as próprias cordas do Seol (inferno)‘. Salmos 18: 4, 5 (Novo Mundo)

Evidentemente, ele se sentia como se tivesse sido envolto por cordas que o puxavam para a sepultura, levando-o à morte e ao Seol (inferno).” (Estudo Perspicaz das Escrituras)

Leitor, note que, quem está diante da situação angustiante de se ir ao inferno é Davi, como mostra os contextos. Estaria este servo fiel pedindo a proteção de Jeová diante de seus inimigos, para que estes não o matassem e ele, assim, fosse parar num lugar de sofrimento eterno ? Leia os contextos. Por ex: em 2Samuel 22: 1; Será que Jeová livrou Davi do inferno de fogo ? ou seria da morte ?

Vejamos agora alguns textos que se harmonizam com o que parece ser bem mais razoável, contando com o apoio decisivo da versão Almeida:

Salmos 55: 4, 5  “O meu coração está dorido dentro de mim, e terrores de morte sobre mim caíram…”(Almeida)

Este texto já faz entender que as angústias, ou terrores do inferno (seol) se referem ao medo da morteque Davi sentia diante das ameaças dos inimigos.

Agora notemos o versículo 15 o que diz com referência aos inimigos:

“A morte os assalte, e vivos os engula a terra…” (Almeida)

Na nota ao pé da página desta versão (Almeida), a palavra terra é traduzida por Sheol (Seol)

O Salmo 86: 13 diz: “…livraste a minha alma do mais profundo da sepultura(Almeida)

Não há nota ao pé da página quanto a este texto, mas com toda certeza a palavra sepultura se refere ao Seol em hebraico.

A Tradução do Novo Mundo verte este texto assim: …” E livraste a minha alma do Seol, do seu lugar mais baixo.”

Vejamos a seguir o Salmo 88: 1 a 6 que diz em parte: “…minha alma está cheia de angústias, e a minha vida se aproxima da sepultura. Já estou contado com os que descem à cova…posto entre os mortos; como os feridos de morte que jazem na sepultura, dos quais não te lembra mais… puseste-me no mais profundo do abismo; em trevas e nas profundezas.”(Almeida)

João Ferreira de Almeida não quiz fazer nenhuma referência a estes textos por razões óbvias. Se tivesse usado a palavra inferno no lugar de sepultura (Seol), teria se complicado bastante e a doutrina do inferno de fogo estaria ainda mais claramente desmascarada. Mas como ele não quis se comprometer, ignorou os fatos.

Notemos, no entanto, que as angústias de Davi, agora se referem à sepultura e não mais ao inferno. João Ferreira de Almeida se esqueceu deste detalhe.

Davi, agora sim, esclarecendo os textos que traduzem a palavra Seol por inferno, sentia-se angustiado diante da morte, da sepultura, da cova, do abismo, das trevas das profundezas e do lugar de esquecimento.

O texto ainda cita os mortos como de uma maneira geral e não apenas os ímpios, mesmo porquê, Davi não era um ímpio. Os versículos de 10 a 12 confirmam isso.

A palavra perdição, no versículo 11, também terá seu significado esclarecido.

Continuemos analisando:

Salmos 89: 48 “Que homem há que viva e não veja a morte ? ou que livre a sua alma do poder do mundo invisível ?” (Almeida)

*Nota ao pé da página: ‘Sheol’ para mundo invisível

Veja que não há quem não vá para o mundo invisível, ou seja, para o Seol

Qual a condição dos mortos neste lugar ?

Salmos 115: 17  “Os mortos não louvam ao Senhor, nem os que descem ao silêncio(Almeida)

*A nota ao pé da página para este texto indica, como referência, o texto de Isaías 38: 18 que diz:

“…não pode louvar-te a sepultura, nem a morte glorificar-te; nem esperarão em tua verdade os que descem à cova” (Almeida)

Nunca se esquecendo que aqui se fala dos mortos em geral, tanto justos como ímpios, certo?

No Salmo 103: 4, a palavra perdição é traduzida por cova. Confira na nota ao pé da página da versão Almeida.

No Salmo 116: 8, fala de se ‘livrar a alma da morte’, mas este é outro assunto que consideraremos numa outra ocasião, para a doutrina da alma imortal.

Por último, considere também o Salmo 143: 3, 4. 

Vejamos, agora um outro texto da lista da cristandade; 

Jó 11: 8, que diz em parte: “…mais profunda é ela (sabedoria) do que o inferno, que poderás tu saber ?” (Almeida)

Bem, pra começar, convenhamos, bastante estranho o fato de Deus ter comparado a profundeza de sua santa sabedoria com um lugar tão horripilante quanto o suposto inferno de fogo… 

Já vimos nas comparações acima, que a palavra Seol (Sheol) é traduzida, na versão Almeida, por terra, mundo invisível, cova e sepultura, certo ?

Agora, veja que, na nota ao pé da página para a palavra inferno em Jó 11: 8, é esta mesma palavra, Seol (Sheol) que aparece como referência, provando então que inferno, terra, mundo invisível, cova e sepultura significam a mesma coisa. Confere ? 

Interessante, que quando pesquisávamos isso, notamos que em Jó 10: 18, 19, João Ferreira de Almeida não quis fazer referência ao pé da página para a palavra sepultura usada ali. Por que não ? 

Porque se o significado desta palavra (sepultura) estivesse claramente indicando referência a Seol (Sheol), ou seja, inferno, a doutrina cairia por terra abertamente mediante o fato de que o texto afirmaria que o destino de um feto, ou um bebê morto prematuramente, seria também o inferno, no caso, para muitos, um lugar de tormento infindável. 

Notemos, no entanto, que a condição apresentada ali no versículo 19 sugere inexistência “como se nunca houvera sido”

Vejamos agora um texto adicional; Jó 14: 13 que diz : “Oxalá me escondesses na sepultura…”

*A nota ao pé da página na versão Almeida indica a palavra hebraica Sheol, ou seja,inferno.

Devemos crer com isso, que desejava ir para um lugar de sofrimento eterno a fim de obter alívio de suas chagas ?

O próximo texto a ser considerado na lista é;

Salmo 9: 17 “ os ímpios serão lançados no inferno e todas as gentes que se esquecem de Deus” (Almeida)

O ponto chave para entender este texto está no fato de que Deus se esquece daqueles que o esquecem, como é indicado no versículo 18

*A referência ao pé da página (Almeida) para este texto é Jó 8: 13

Ali, notando-se os contextos, a esperança dos que se esquecem de Deus é comparada à erva seca, teia de aranha, etc. Diz-se ainda que a esperança do hipócrita perecerá.

Compare com Jó 11: 20 “…e a sua esperança será o expirar da alma”(Almeida)

Expirar da alma ? mas não é ela imortal ? Veremos isso depois.

Ainda sobre o Salmo 9: 17

Na versão de Matos Soares 36ª edição, a palavra inferno é vertida por túmulo e na 8ª edição; região dos mortos  (Raciocínios à base das Escrituras)

João Ferreira de Almeida não quis fazer nenhuma referência neste texto.

O Salmo 16: 10 da lista diz “Pois não deixarás minha alma no inferno, nem permitirás que o teu Santo veja corrupção. (Almeida)

Este texto se refere a Atos 2: 27, onde a palavra inferno agora é traduzida por Hades (grego), equivalente a Sheol em hebraico.

Se a palavra inferno, do latim, inferior, se refere à sepultura como já vimos e como ainda veremos mais, e se a alma é algo que morre, o texto torna-se coerente.

Mas o que dizer se o inferno é um lugar de sofrimento e a alma é indestrutível ?

Deveremos crer que Jesus foi para o tal lugar de tormentos ao morrer e que depois saiu de lá ?

Notemos que no contexto fala-se da situação diferente, no caso de Davi, que ainda se encontrava sepultado, ou seja, no Hades (inferno). Vers. 29, 30

Se o caso de Davi prefigurava o que iria acontecer a Jesus, de fato, este também não seria abandonado no inferno, mas teria ido pro céu como aconteceu ao seu Senhor, visto que Davi era justo e a “alma é imortal”, correto ?

Errado  !

Porque o versículo 34 diz claramente “…Davi não subiu aos céus…”

E se ele não foi para o céu –  então significa que ele está no inferno (sepultura, seol, hades, etc) sofrendo até hoje ?

Ou seria mais razoável crer que Davi não foi, nem pro céu, e nem pro inferno de fogo, porque, primeiro; Os mortos estão inconscientes (Eclesiastes 9: 5, 6 e 10)

E, segundo; a sua esperança de ressurreição era terrestre, visto que morreria antes do pacto para um reino, mediado por Cristo, e validado a partir de Pentecostes, e que incluiria a eleição dos 144.000 do Israel espiritual ?

*Além disso, não só Davi, mas “nenhum homem subiu ao céu, senão o que  desceu do céu, o Filho do homem…” João 3: 13 (Almeida)

Todos os justos que morreram antes do pacto, ou novo testamento, ou concerto, (Lucas 22: 29, 30;  2Coríntios 3: 6; Hebreus 8: 6 a 10) aguardam inconscientes, na sepultura, a ressurreição na Terra (Isaías 26: 19; Daniel 12: 13; João 11: 24) para serem súditos do Reino celestial que terá Jesus Cristo como Rei (já entronizado) e os 144.000 judeus espirituais como sacerdotes, ou herdeiros. (Lucas 12: 32;  1Coríntios 6: 2;  Colossensses 1: 12, 13;  Apocalipse 20: 6)

Não entraremos em detalhes sobre esta questão agora, mas este resumo pode ser conferido nos textos indicados para uma base, onde se vê claramente que a Bíblia não ensina que a Terra será destruída e nem que os judeus carnais continuam privilegiados como ungidos (santos) perante Jeová.

Continuemos com o assunto inferno.

Próximo texto;

Provérbios 5: 5 “Os seus pés descem à morte, os seus passos firmam-se no inferno”

Na referência ao pé da página na versão Almeida encontra-se a palavra Sheol (Seol, sepultura, cova, terra, etc) e dispensa-se comentários.

Próximo texto;

Oséias 13: 14 “Eu os remirei da violência do inferno, e os resgatarei da morte: onde estão, ó morte, as tuas pragas ? onde está, ó inferno a tua perdição ?…” (Almeida)

A nota ao pé da página indica o texto de Ezequiel 37: 12 que diz;

“… Assim diz o Senhor Jeová: Eis que eu abrirei as vossas sepulturas, e vos farei sair das vossas sepulturas, ó povo meu, e vos trarei à terra de Israel.” (Almeida) Veja também Isaías 26: 19

Note que neste caso, além de ficar provado que inferno significa sepultura, um lugar de onde os mortos podem sair, até mesmo o nome Jeová aparece, pelo menos na versão Almeida usada nesta pesquisa.

A palavra perdição, como já vimos, já teve como um de seus significados a palavra cova.

Em 1Coríntios 15: 55, a palavra morte foi substituída por inferno, como admite a nota ao pé da página na versão Almeida. Confira.

Outro texto adicional que sugerimos sua consideração é Salmo 30: 3 que diz o seguinte:

“…fizeste subir minha alma da sepultura, conservaste-me a vida para que não descesse ao abismo” (Almeida)

Nota ao pé da página: Sheol, ou seja, inferno.

Esse texto, além de tudo, ainda prova que a alma é algo que pode sair do inferno e que sepultura é o mesmo que abismo.

Vejamos também Salmo 49: 15 e a nota ao pé da página (Almeida)

A pergunta que vai surgindo, ao passo que pesquisamos é: Será que os evangélicos e os católicos, em sua grande maioria, estão cientes destas referências existentes em letras microscópicas nas suas versões bíblicas ? Certo que, não só a versão Almeida contém tais referências, mas muitas outras reconhecidas mundialmente.

Entremos agora no Novo Testamento e vejamos os textos usados pela cristandade, começando por quatro deles;

Mateus 5: 22 “…será réu do fogo do inferno”(Almeida)

Mateus 11: 23 “…serás abatida até os infernos” (Almeida)

Mateus 18: 9 “…seres lançado no fogo do inferno” (Almeida)

Lucas 10: 15 “…até o inferno serás abatida” (Almeida)

Bom, para a palavra inferno usada nos textos de Mateus 5: 22 e 18: 9, a versão da Tradução do Novo Mundo usa a palavra Geena, que é o original, no grego. Mas como os evangélicos geralmente desconsideram esta versão, queira conferir a versão João José Pedreira de Castro, 4ª edição (1950) que verte por Geena de fogo.

Outras versões que usam a palavra grega Geena, sempre, ou em edições mais modernas são;

A Bíblia de Jerusalém; Bíblia Mensagem de Deus; Bíblia Sagrada CBC; A Bíblia LEB; Bíblia Sagrada Missionários Capuchinos; Bíblia Sagrada PIB; Bíblia Sagrada Matos soares, etc.

Então o que significa Geena, palavra que alguns tradutores tomaram a liberdade de transliterar para o latim, *inferno, que como já vimos se refere à sepultura ?

* Por que latim ?

“Quando Jesus estava na Terra, este vale era usado como depósito de lixo, ‘onde se lançavam os cadáveres de criminosos, e as carcaças de animais, e toda outra espécie de imundície’. (Smith’s Dictionary of the Bible [Dicionário da Bíblia, de Smith]) Adicionava-se enxôfre para manter o fogo aceso e queimar o lixo.Jesus usou este vale como símbolo da destruição eterna.”(Estudo Perspicaz das Escrituras) 

Há mais detalhes sobre a existência deste lugar e a finalidade dele nos tempos de Jesus, segundo comprovado em diversas obras seculares reconhecidas mundialmente como verídicas.

Confira agora alguns textos bíblicos que indicam a existência do Vale de Hinom (Gee-hinom): 

Josué 15: 8; 18: 6;  Jeremias 19: 2 

“Os reis Acaz e Manassés, de Judá, empenhavam-se ali em adoração idólatra, a qual incluía fazer sacrifícios humanos por fogo a Baal. (2Crônicas 28: 1, 3; 33: 1, 6; Jeremias 7: 31, 32; 32: 35). Mais tarde, a fim de impedir tal atividade ali no futuro, o fiel Rei Josias mandou poluir este lugar de adoração idólatra, especialmente a parte chamada Tofete. – 2Reis 23: 10” (Estudo Perspicaz das Escrituras).

Continuemos; 

Para os textos de Mateus 11: 23 e Lucas 10: 15, a palavra no original grego é Hades, que como já vimos e ainda iremos ver mais, também significa sepultura. 

A menos que existam muitos lugares de sofrimento eterno, e não apenas um como se pensa, o plural (infernos) usado em Mateus 11: 23 seria bem mais condizente com a palavra sepultura (Hades, Seol), o leitor não concorda ?

Um texto onde João Ferreira de Almeida também usou plural para inferno é Isaías 57: 9

Confira e perceba ali, que a nota ao pé da página traduz para Sheol (Seol), ou seja, sepultura.

Comparemos agora Mateus 11: 23 e Lucas 10: 15, com Isaías 14: 9 (Almeida) 

Ali, profere-se uma sentença em sentido figurado ao rei de Babilônia e diz-se que o inferno (Sheolao pé da página) “despertou por ele os mortos…e todos os príncipes da terra e fez levantar dos seus tronos todos os reis das nações” 

Isso indicaria que os mortos e todos os príncipes e reis da Terra já estavam por lá sofrendo horrores na ocasião, mas… 

Continuando, vers. 10; “já foi derribada no inferno a tua soberba…os bichinhos debaixo de ti se estenderão, e os bichos te encobrirão” 

Se estes bichinhos se referissem aos gusanos que se alimentam da carne em decomposição na sepultura, faria bem mais sentido do que se fossem interpretados como sendo criaturas demoníacas “infernais”, não acha ? 

Note agora como o versículo 13 se assemelha à situação da cidade de Cafarnaum em Mateus 11: 23 e Lucas 10: 15. 

Se, com mente aberta, atentarmos ao fato de que o rei de Babilônia, nesta sentença, também representava toda uma Nação, fica tudo muito claro.

Versículo 15; “e contudo levado serás ao inferno, ao mais profundo do abismo”

Lembrando que o significado da palavra inferno, em latim, é inferior, e abismo é sepultura, certo ?

Agora, o versículo 18 diz que os honrados reis que se encontravam no inferno, como indica o versículo 9, jazem cada um na sua sepultura (casa).

O versículo 20 e os seguintes, concluem que o fim do rei e de sua Nação, Babilônia, é indigno de um sepultamento honroso, de uma nomeação, ou seja, de uma ressurreição. Semelhante a Edom, Babilônia, como um todo, seria destruída para sempre. Compare com Isaías 34: 5 a 14.

O texto seguinte da lista é Lucas 16: 23

Reconhecemos, neste caso, que a palavra inferno refere-se a Hades, no grego, (Seol, sepultura) ok ?

Analisando-se o contexto, verificamos que trata-se de uma parábola, como admite o próprio João Ferreira de Almeida no início desta, antes do versículo 19.

No dicionário Soares Amora, o significado da palavra parábola é; narração alegórica que envolve verdade importante.

Qual era a verdade importante que Jesus ilustrava naquela ocasião ?

“O ‘homem rico’ representava os fariseus. (veja o versículo 14.) O mendigo Lázaro representava o povo judeu comum que era desprezado pelos fariseus, mas que se arrependeu e cujos membros se tornaram seguidores de Jesus. (veja Lucas 18: 11; João 7: 49; Mateus 21: 31, 32.) A morte deles também era simbólica, e representava uma mudança de circunstâncias. Assim, os que outrora eram desprezados passaram a ter uma posição de favor divino e os que anteriormente pareciam favorecidos foram rejeitados por Deus, ao passo que eram atormentados pelas mensagens de julgamento proferidas pelos que eles haviam desprezado. – Atos 5: 33; 7; 54.” (Raciocínios à base das Escrituras

“A Bíblia de Jerusalém, numa nota ao pé da página, reconhece que é uma ‘história- parábola, sem qualquer nexo histórico’. Se fosse tomada ao pé da letra, significaria que os que gozam do favor divino caberiam todos no seio de um só homem, Abraão; que a água na ponta do dedo duma pessoa não seria evaporada pelo fogo do Hades; que uma mera gota de água traria alívio à pessoa que ali estivesse sofrendo. Parece-lhe isso razoável ?…” (Raciocínios à base das Escrituras)

Tiago 3: 6, o próximo da lista, fala da ‘língua sendo inflamada no inferno’

Isso nos faz imaginar o rico da parábola, com a língua literalmente pegando fogo, e ele, mesmo assim conseguindo falar, pedindo que Lázaro a refrescasse com uma gota de água na ponta do dedo. (?)

Bem, a palavra transliterada por inferno ali é novamente Geena, usada como símbolo da destruição eterna.

“…Tiago mostra que a língua indisciplinada já por si só é um mundo de injustiça e que toda a vida da pessoa pode ser afetada por palavras ardentes que aviltam o corpo de quem fala. A língua de tal, ‘cheia de veneno mortífero’, e evidenciando assim uma condição má do coração, pode resultar em ser aquele que a usa sentenciado por Deus para ir para  a simbólica Geena. – compare isso com Mateus 12: 37; Salmos 5: 9; 140: 3; Romanos 3: 13.” (Estudo Perspicaz das Escrituras)

O próximo da lista, agora, é Apocalipse 1: 18

A nota ao pé da página na versão Almeida para a palavra inferno também é Hades, que como já vimos, se refere à sepultura, que se refere a Seol, que se refere à cova, que se refere à terra, abismo, etc, etc, etc.

O mesmo acontece com o texto de Apocalipse 6: 8, na lista (Hades); confira
Por último, completando a lista, vem Apocalipse 20: 14, também com referência para Hades na versão Almeida

Ali diz que a morte e o inferno deram os mortos que neles haviam para que fossem julgados. A pessoa que já está sendo atormentada no fogo há tanto tempo, ainda sairá um pouquinho, só para ter que ouvir de Deus que ela continuará no inferno por toda a eternidade ???

E depois, além de tudo, pra tentar “piorar” ainda mais a situação dos coitados, o inferno, já bastante quente, será jogado num lago de fogo ???

Diante disso tudo perguntamos então, caro Leitor  :  FAZ SENTIDO TAL DOUTRINA INFERNAL ?

Quanto a nós, mediante os fatos da verdade que aprendemos na Bíblia, foi que “mandamos pro inferno a doutrina do inferno”, ou seja, sepultamos para sempre este “tormento” que nos prendia ao desespero.

Reflitamos sobre tudo isso em oração.

IMPORTANTE: 

Provérbios 30: 16, onde ocorre a palavra sepultura, tem como referência o capítulo 27: 20 do mesmo livro na versão Almeida.

Ali, sepultura passa a ser transliterada por Inferno. A nota ao pé da página aponta – Sheol para inferno – e Abaddon para perdição.

Abaddon, em hebraico, significa ‘destruição’.

A versão da Tradução do Novo Mundo verte corretamente Provérbios 27: 20 assim: “O próprio Seol e o lugar de destruição não se fartam, nem se saciam os olhos do homem.”

O LAGO DE FOGO TEM SEU SIMBOLISMO EXPLICADO NO PRÓPRIO TEXTO QUE O CITA E, COMO SE SABE, SIGNIFICA A SEGUNDA MORTE, DA QUAL NÃO HAVERÁ MAIS RESSURREIÇÃO. (Apocalipse 20 : 14)

E qual então, seria o sentido do ‘tormento eterno’ mencionado em Revelação (Apocalipse) ?

Rev. 14:9-11; 20:10, Al: “Se alguém adorar a besta, e a sua imagem, e receber o sinal na sua testa, ou na sua mão, também o tal beberá do vinho da ira de Deus, que se deitou, não misturado, no cálice da sua ira; e será atormentado com fogo e enxofre diante dos santos anjos e diante do Cordeiro. E o fumo do seu tormento [grego: ba·sa·ni·smoú] sobe para todo o sempre; e não têm repouso nem de dia nem de noite os que adoram a besta e a sua imagem, e aquele que receber o sinal do seu nome.” “E o diabo, que os enganava, foi lançado no lago de fogo e enxofre, onde está a besta e o falso profeta; e de dia e de noite serão atormentados para todo o sempre.” 

Que é o ‘tormento’ mencionado nesses textos? É digno de nota que em Revelação 11:10 (Al) se faz menção de ‘profetas que atormentam os que habitam sobre a terra’. Tal tormento resulta da exposição humilhante por meio de mensagens que esses profetas proclamam.

Em Revelação 14:9-11 (Al), diz-se que os adoradores da simbólica “besta, e a sua imagem”, são ‘atormentados com fogo e enxofre’. Isto não pode referir-se a tormento consciente após a morte, porque “os mortos não sabem cousa nenhuma”. (Ecl. 9:5, Al)

Então, o que faz com que sintam tal tormento enquanto ainda vivos? É a proclamação feita pelos servos de Deus de que os que adoram a “besta, e a sua imagem”, sofrerão a segunda morte, que é representada pelo “lago de fogo e enxofre”. O fumo, associado com a destruição deles no fogo, ascende para sempre, porque tal destruição será eterna e jamais esquecida. Veja Isaías 34: 9, 10 (lembra?)

Quando Revelação 20:10 diz que o Diabo será ‘atormentado para todo o sempre’ no “lago de fogo e enxofre”, o que significa isso? Revelação 21:8 (Al) diz claramente que o “lago que arde com fogo e enxofre” significa “a segunda morte”.Portanto, ser o Diabo ‘atormentado’ ali para sempre significa que não haverá livramento para ele; ele será mantido restrito para sempre, na realidade na morte eterna.

Este uso da palavra “tormento” (do grego bá·sa·nos) faz lembrar o emprego dessa palavra em Mateus 18:34, onde a mesma palavra grega básica é aplicada a um ‘carcereiro’.RS, AT, ED, NM.    (Raciocínios à base das Escrituras)

Qual é origem do ensinamento do inferno de fogo?

Nas crenças da antiga Babilônia e Assíria “o mundo inferior . . . é retratado como um lugar cheio de horrores, e é presidido por deuses e demônios de grande força e ferocidade”. (The Religion of Babylonia and Assyria, Boston, EUA, 1898, de Morris Jastrow, Jr., p. 581)

Uma evidência antiga do aspecto ardente do inferno da cristandade encontra-se na religião do antigo Egito. (The Book of the Dead,New Hyde Park, N. I., EUA, 1960, com introdução por E. A. Wallis Budge, pp. 144, 149, 151, 153, 161)

O budismo, que data do 6.° século AEC, com o tempo apresentou infernos tanto quentes como frios. (The Encyclopedia Americana,1977, Vol. 14, p. 68)

Descobriu-se que gravuras do inferno, representadas nas igrejas católicas na Itália, remontam a raízes etruscas. La civiltà etrusca(Milão, Itália, 1979), de Werner Keller, p. 389.

Mas as verdadeiras raízes desta doutrina que desonra a Deus são muito mais profundas. O conceito hediondo associado com um inferno de tormento é uma calúnia contra Deus e se origina do principal caluniador de Deus (o Diabo, cujo nome significa “Caluniador”), a quem Jesus Cristo chamou de “pai da mentira”. — João 8:44. (Raciocínios à base das Escrituras)

Pra finalizar, caro leitor, deixamos um pequeno quebra-cabeças pra você resolver, veja se consegue:

É o seguinte:

Lucas 23: 43 diz na Tradução do Novo Mundo;

“… Deveras eu te digo hoje: Estarás comigo no Paraíso”

Segundo as Testemunhas de Jeová, Jesus quis dizer ao malfeitor que ele seria um dos injustos ressucitados para o dia do julgamento (de mil anos), na terra, sob o reino dele ainda por vir, obviamente.

Confira  João 11: 24;  1Coríntios 6: 2;  Apocalipse 20: 4, 5;

O mesmo texto na versão Almeida reza:

“… Em verdade te digo que hoje estará comigo no Paraíso”

Saiba mais sobre inferno aqui

Segundo católicos e evangélicos, que crêem na alma imortal e na ressurreição instantânea, Jesus quis dizer ao ladrão que ele estaria naquele mesmo dia no céu com ele.

 Resolva, então o ‘quebra-cabeças’

*João 3: 13, como vimos, diz que nenhum homem tinha subido ao céu, nem mesmo o justo Davi (Atos 2: 34), mas, agora, um ladrão iria.

Se Cristo só subiu ao céu depois de 40 dias, como afirma João 20: 17 e Atos 1: 2, 3, isso significa que o ladrão foi ressucitado no céu, antes que o próprio filho de Deus, certo ?

Aliás, neste caso, o glorioso primogênito dentre os mortos, seria, na verdade, o ladrão, visto que Cristo ainda teve que ficar 3 dias no inferno (Hades), pra depois ressucitar, de fato, e então esperar mais 40 dias para, enfim, ir ao céu. (Atos 2: 27)

Mas, digamos que Deus não quis deixar que o ladrão fosse para o Paraíso primeiro que Jesus, e então o levou também pro inferno para, só depois de sofrer por mais de 40 dias ali, finalmente ir ao tão esperado Paraíso.

A pergunta que surge diante de tantas é: Eles foram ou não foram para o Paraíso naquele mesmo dia ?

Como explicar esta confusão toda com a doutrina da imortalidade da alma, do inferno e do Paraíso celestial para todos os que bastassem crer que Jesus era o filho de Deus ????

Veja Tiago 2: 19, 20 e 26

Enfim….

*Por que é a frase “que está no céu” omitida de João 3:13 na Tradução do Novo Mundo e em algumas outras versões?

Nas traduções mais antigas da Bíblia, João 3:13 reza mais ou menos assim: “Ora ninguém subiu ao céu, senão o que desceu do céu, o Filho do homem, que está no céu.” (Almeida, o grifo é nosso.) Mas, tem-se debatido se Jesus realmente declarou a expressão acima grifada.

De acordo com o contexto, Jesus explicava que era difícil para o governante judaico Nicodemos compreender coisas celestiais. No entanto, o próprio Jesus compreendia esses assuntos, visto que descera do céu. Acha razoável que Jesus tivesse dito então que ele ‘estava naquele tempo no céu’?

Os que crêem que Jesus fazia parte duma deidade trina sustentam que essa expressão se encaixa aqui e simplesmente reflete as duas naturezas, humana e divina, de Jesus. Isso significaria que, enquanto Jesus estava na terra como homem, ele ainda fazia parte duma divindade celestial. E as pessoas que sustentam esse conceito talvez apontem para alguns manuscritos gregos antigos, ou para versões primitivas que incluem tais palavras, como base para incluí-las também nas traduções mais novas.

Entretanto, muitos manuscritos gregos antigos não incluem essa frase. Entre eles figuram os respeitados Manuscrito Sinaítico e Manuscrito Vaticano N.° 1209, ambos do quarto século. Portanto, as palavras questionáveis foram rejeitadas pelos eruditos B. F. Westcott e F. J. A. Hort, quando preparavam seu texto padrão grego, no qual se baseou a Tradução do Novo Mundo das EscriturasGregas Cristãs. De modo similar, tais palavras foram omitidas no Novo Testamento Grego (3.a edição, 1975, em inglês) publicado pela Sociedade Bíblica Unida.

Comentando o fato, o dr. Bruce M. Metzger disse: “A maioria da Comissão, impressionada com a qualidade da confirmação externa em apoio do texto mais curto [que omite a frase], considerou as palavras [“que está no céu”] um comentário interpretativo, refletindo um acréscimo cristológico posterior.” Quer dizer, as palavras foram evidentemente acrescentadas posteriormente por um copista, talvez depois que a doutrina dum deus trino foi assimilada de religiões não-cristãs.

Portanto, é com bom motivo que muitas traduções modernas da Bíblia omitem tais palavras ou relegam-nas a nota ao pé da página. A título de exemplo temos: A Bíblia na Linguagem de Hoje, a Bíblia Vozes, O Novo Testamento, Interconfessional, A Bíblia de Jerusalém,bem como as versões de Lincoln Ramos, Mateus Hoepers, José Raimundo Vidigal e António de Brito Cardoso.

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